quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Verdadeiro


Quantas vezes é preciso chorar para um verdadeiro amor achar ?


Por : David Der 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Descoberta



Era meia noite , e eu estava em meu quarto , sentada na minha cama . A coberta cobria minhas pernas . Estava recostada na cabeceira da cama o abajur estava ligado e eu lia um livro intitulado , "A noite das bruxas" , da Agatha Christie . Meu cabelo , loiro e liso , estava preso em trança solta e desajeitada . Usava uma blusa rasgada e desbotada dos "Beattles".
A janela ao lado da minha cama , lançava correntes de ar frio , fazendo assim , com que as cortinas balançassem.
A minha casa estava totalmente quieta , silenciosa e apagada.Mesmo lá fora , no jardim , não se ouvia nada.Na verdade , podia escutar a comemoração de todos , pois a está hora tínhamos acabado de entrar no natal.Só que eu tinha ligado meu celular e colocado músicas para ouvir , enquanto lia.Sabe , o natal para mim , já não passa de de uma simples comemoração capitalista.Tanto que , quando minha mãe falou que iriamos passar o natal na casa da sua amiga , Marcia , eu protestei , ou melhor dizendo , pouco me importei:
- Sabe onde iremos passar o natal esse ano ? - falou minha mãe , Augusta.
- Onde , querida ? - meu pai , Alexandre , sempre fazia suas vontades.
- Mamãe , é na casa da Marcia ? - esse é meu irmão de dez anos , Leonardo - Sim , meu amor ! - minha mãe , adorava mimar meu irmão - E você , senhorita Ana Paula - olhando para mim , com uma cara que dizia :"pode melhorar essa cara!" - tenho certeza de que terá que ir ! - isso me pareceu uma intimação.
- Qual é mãe ! Olha só a minha cara ! Acha mesmo que quero ir ?! - estava utilizando todo tipo de argumentação - Não gosto de natal , e não quero comemora-lo !
Ela agora começou a olhar para o meu pai.Ela sempre apelava para ele quando não dava conta de mim.
- Querida - falava meu pai - se você não for , será grosseiro da sua parte.Além do mais , ela foi muito gentil , em nos convidar.E você tem que aprender que o natal é tempo de comemoração entre os familiares.E se não for , estará faltando uma parte de nós.
Como sempre o meu pai tinha alguma argumentação , cabível , para determinadas situações.Porém eu tinha minha última cartada :
- Pai , o senhor tem fé de que o natal seja ou volte a ser o que era.Uma confraternização entre paz , prosperidade e saúde.Resumindo , amor entre iguais.Mas já não é mais assim ! A predominância , agora , é o capitalismo.O dinheiro gasto em presentes.Sendo que , o maior presente , a felicidade , já não é mais compartilhada.Por favor , me poupem dessa confraternização tosca . Por favor.
E como sempre eu o havia conseguido vencê-lo ou pelo menos acho.
- Ok , já que você não quer ir , não precisa ir.- como falei havia conseguido - Mas , já que não vai , também , não sairá de casa.
- Pai , obrigada ! Sou a garota mais feliz .
Enfim , é isso. E , agora , estava eu aqui , Ana Paula de 18 anos , uma adolescente sozinha em casa.Ou pelo menos achava que estava sozinha.
Bem , após ler um pouco , sentia que já havia chegado no limite , e que já era hora de descansar.Desliguei o celular , tirei os fones de ouvido , fechei o livro , desliguei o abajur e fui dormir.Enquanto me concentrava para dormir , já estava pegando no sono , escutei baterem na porta , com muita força.Se eu estava dormindo , acordei e em um movimento só , sentei me na cama e liguei o abajur.Sinceramente , eu estava apavorada e sozinha.Olhei o relógio , passava das uma da manhã :"Eu dormir isso tudo ! Mas nem parece !",pensei eu.
Saí da cama e fui até a porta do meu quarto , que dava para um pequeno corredor , depois para uma escada que levaria até a nossa sala.
Parei na frente da porta e estendi a mão para a maçaneta.Mas , parei pois comecei a escutar passos.Desci minha mão até a chave que estava na fechadura e tranquei a porta.Saí lentamente de perto da porta , desliguei a luz e fiquei parada.
Passos pesados vinham desde a escada , passando pelo corredor e parando em frente a minha porta.Seja quem for , girou a maçaneta duas vezes.Paralisei , tinha medo até de respirar.Porém a pessoa desistiu.Ouvi os passos se afastarem.Depois não ouvi mais nada.Peguei o celular , ia ligar para a polícia.
Já conseguia respirar normalmente.Abaixei a cabeça , o suficiente para olhar o visor do celular , pisquei.
Novamente , paralisei.Na frente , encostado na porta de braços cruzados , todo de preto , com um sobretudo e os olhos fixos em mim.Havia um homem , muito bonito.Mas , apavorante.Seus olhos eram vermelhos.E , pude jurar , que estava vendo naquele olhar , uma certa admiração em me ver.
Ficamos nos encarando por mais ou menos um minuto.Até ele começar a falar :
- Boa noite , Ana paula ! - falou ele
A voz dele era doce e ao mesmo tempo amarga , era suave e doce.Mas como ele sabia meu nome ? Eu o conhecia ? Fazia parte da minha vida ? Era um maluco ou psicopata , que estava viajando ? Acredite , eu contava mais com a última pergunta.
Eu iria gritar.Comecei a abrir a boca.Porém não contava com o q iria acontecer :
- Consthanthe Reversu !
Eu parei.Simplesmente , parei , para ser mais exata , congelei.Meus braços se colaram ao meu corpo.E eu fiquei parada , olhando para frente , para ele.Eu não tinha domínio sobre meus movimentos.
- Você está sob meu domínio , agora ! Achou mesmo que eu a deixaria gritar ? Sou um homem quase invisível , não podem saber da minha existência.
Comecei a chorar , lágrimas e mais lágrimas caiam de meus olhos.Ele chegou mais perto :
- Shhhhh . .. - passando o polegar , para secar minhas lágrimas - Não irei lhe fazer mau algum minha pequena.Jamais.
Suas palavras não me reconfortaram , nenhum pouco.
- Deixe-me apresentar - ele se afastou um pouco - Sou Vladimir.Sei que não me conhece , mas irá conhecer.Após te tirar desta casa , e leva-la onde deve , realmente , viver.
Pera ai , ele vai me sequestrar ? Vai me tirar daqui ? Não acreditava no que estava acontecendo.Isso só podia ser um pesadelo.Um terrível pesadelo.
- Escute , Ana , isso não é um pesadelo , eu não irei te sequestrar.Apenas vou leva-la para o seu verdadeiro lar.Junto com os da nossa espécie.
Espécie ? Do que ele está falando ? É lunático , só pode !
- Sei que é meio confuso , e eu devo estar parecendo um lunático. - ele respirou fundo - Mas preciso contar-lhe , tudo o que aconteceu e o que você é , verdadeiramente.
Continuava , apavorada.Ainda , não havia recuperado meus movimentos.Não podia gritar , não podia correr e não poderia ligar para ninguém.E tinha um homem , da qual eu sentia uma incrível atração , mas não era desejo , era como se já o conhecesse.E isso era um pesadelo e eu estava ficando maluca.
- Como disse antes , me chamo Vladimir.A uns trinta anos atrás , eu conheci uma garota.Eu a conheci , enquanto estava trabalhando.Era linda , esplêndida e magnifica.Sabe , Ana , - ele voltou a olhar para mim - foi amor a primeira vista . ..
E o que eu tinha a ver com essa garota ?
- Nos apaixonamos perdidamente.E dessa paixão , iria nascer um lindo bebê.Mas eu tinha que contar a ela , qual era minha verdadeira natureza.Porém , não podia perder meu filho.Mas algo tinha que ser feito.Então resolvi contar a ela o que vou lhe contar , agora.
Ele fez uma longa pausa.Por um momento achei que não fosse voltar a falar.
- Ana , eu sou um demônio.Para ser mais exato um dos sete pecados capitais.Eu represento , a luxuria.- ele respirou fundo - E você , Ana Paula , é minha filha.
Agora era oficial.O cara , é um lunático, um maluco.Não conseguia processar o que havia acabado de escutar.Me perdi na parte em que ele falou que era um demônio.Eu tinha que dar um jeito , sair dessa mágica estupida , ou sei lá o que isso era.Mas eu queria corre , gritar.
Comecei a me contorcer , estava me soltando , creio que o feitiço estava cedendo.Meus braços já estavam se soltando , já conseguia me mexer.E minha boca já estava se abrindo em um grito.
- AAHH ! - eu gritei e o empurrei para bem longe.
Comecei a correr para a janela.Mas ela fechou de uma vez.Agora , eu estava desesperada , a únca saída , era a porta do meu quarto.Ele ainda estava no chão , passei por cima dele e fui até a porta do quarto.Destranquei-a , estava abrindo , quando rapidamente , ela se fechou.Agora comecei a gritar mas com a porta trancada , eu não tinha chance :
- Socorro ! - gritava eu , desesperadamente .
Ao mesmo tempo que batia nas paredes , na porta e na janela , para fazer o máximo de barulho possível.
- Caliestu ! - ele gritou , novamente , eu não falava nada.Porém conseguia me mexer.
- Bem , você tem força - falava ele - Se eu treina-la mais um pouco , acredito que terá mais força , o suficiente , para derrubar qualquer coisa .
Ele veio ate mim , e começou a me puxar pelo braço , eu tentava me soltar.Mas ele era muito forte.Não dava.Até que me colocou cara a cara com ele.
- Escuta , você pode espernear o quanto quiser.Mas você vêm comigo.Quando sua mãe chegar aqui , seu "pai" e seu irmão , todos eles esqueceram que você existe.Agora , eu posso te levar do jeito fácil ou do difícil.Você escolhe !
Eu não iria desistir , iria tentar me livrar dele até as minhas últimas forças.Mesmo ele sendo dez vezes mais forte que eu.
- Já vi que vai ser pelo difícil.- ele chegou perto do meu ouvido - Dumare ben , anquel !
Eu desmaiei , dormir mais precisamente.

* * *

Acordei com a luz , batendo em meu rosto.Estava em uma cama macia e grande.Era uma cama de casal , com uma coberta avermelhada e umas rendas pretas.A luz do sol vinha de uma porta de vidro , que dava para o nada.Mas esse nada , era a paisagem mais linda que já tinha visto.Montanhas ao horizonte e uma vegetação bem verde.Era lindo.
Comecei a me sentar , lentamente , pois ainda me sentia meio zonza.O quarto era quase um quarto de boneca , era uma decoração feminina , em tons avermelhados.Levantei-me e fui andar pela casa.Abria a porta do meu quarto , que dava para um corredor.No lado direito , no final do corredor , havia uma outra porta e no lado esquerdo , dava para o resto da casa.
Fui andando , para ver o resto da casa.Terminava em uma sala enorme.Ao fundo havia uma lareira , com alguns abjetos em cima , haviam três sofás , todos em tons de salmon.Atrás do sofá da esquerda , havia uma mesa comprida de madeira.Acima encontrava-se um espelho preso a parede e tinha dois vasos de lírios em cima da mesa.As paredes da direita eram todas em vidro , as cortinas em tons claros , estavam amarradas.Fazendo , assim , com que o sol da manhã iluminasse a sala.A porta da casa , que também era em vidro , estava entreaberta , assim uma corrente de ar fresco entrava e saia da casa.
Não havia notado ainda , mas havia alguém na cozinha , que era separada da sala só por uma parede média.Comecei a andar lentamente até a lá.O pavor tomou conta de mim , quando vi quem era e onde estava .
- Bom dia , Ana Paula ! - falou Vladimir.
Ele estava bem desleixado.Usava uma calça larga , surrada e desbotada , uma blusa , também , desbotada.O cabelo estava desordenado e ele estava descalço.
Estava levando um prato de ovos mexidos para a mesa.A mesa estava bem farta , bonita , e fez meu estomago roncar.
- Sente -se minha filha - sorriu ele - Você deve estar com fome !
Fiz que sim com a cabeça.
- Bem , então sente-se , e desfrute da comida que seu "pai" fez.
Me sentei e meu "pai" se sentou do outro lado.Eu continuava desconfortável , mas o medo não era tão grande.
- Para onde você me trouxe ? - respirei fundo - Virão me procurar.Minha família , eles mandarão a polícia atrás de mim.Irão me achar !
- Não vão.O feitiço que joguei na sua antiga casa , te deixou fora do rastro de qualquer um.Você jamais existiu.- falou ele 
- Mentira ! - agora eu estava nervosa - Você é um lunático ! - não sabia o que estava fazendo - Você quer dinheiro ? Minha mãe consegue , meu pai , eles conseguem.
- Eu sou seu pai , Ana ! Está é sua casa.- ele respirou fundo e se levantou - A única coisa que eu queria , eu consegui . Você !
Me levantei , com uma faca , que estava ao lado do meu prato.Ele começou a andar até mim.
- Ana . .. - vindo até mim.
- Não se aproxime ! - apontando a faca para ele - Você é um pedófilo , agora já sei.
- Ana , eu sou seu pai ! Exijo respeito !
- Você não é meu pai ! - estava com medo , raiva , angustia e tudo o mais que poderia sentir. - Não chegue perto de mim ! - mas ele não parecia se importar , ele continuava a se aproximar - Não se aproxime ! - lágrimas começaram a rolar , pelo meu rosto.
Ele veio até mim , arrancou a faca da minha mão e me abraçou.Sinceramente , foi reconfortante para mim , eu retribui se carinho.
- Shhhhhhhh . .. Não vou machuca-la.Você é minha filha , só quero que entenda.
- Mas , por que , minha mãe jamais falou de você ? Por que você não procurou ? - por incrível que pareça , eu estava acreditando nele.
- Sua mãe , creio eu , queria te proteger , de alguém que ela achasse que fosse louco.E eu , só consegui te achar agora.Venho procurando você e sua mãe , durante muito tempo.E só agora consegui te encontrar - ele suspirou.
Pude sentir nele , alívio ao me encontrar.Carinho por poder me ter perto de si.E agora ele se sentia bem melhor , ao perceber que eu aceitava quem eu era.Ele me explicou mais sobre o que ele era e o que ele fazia.Tudo em quanto tomávamos o café da manhã.Depois , eu o ajudei com as louças.Trocamos de roupa e saímos.A primeira vez que fui lá fora , fiquei deslumbrada , morávamos no que podia ser chamado de vila.
Era uma vila mais moderna , as casas eram iguais a que eu morava.Tinha feira , para venda de alimentos , que eram cultivados ali mesmo.Vivíamos no meio de uma floresta , fora da correria de uma cidade grande.
Aos sábados , a noite , o lugar virava um local para uma grande festa.Dançávamos a noite toda.
Aqui pude fazer amigo , e estava me preparando , para ajudar meu pai  em seu "emprego".Ele procurava criaturas como nós , mas que , porém , infligiam as leis.Mas eu ainda não estava pronta , não totalmente.Teria que passar primeiro por uma cerimônia.Uma cerimônia de iniciação.
Em uma noite de lua crescente , fez se uma fogueira na forma de um pentagrama invertido.Todos , que poderiam participar , estavam em volta e eu no centro da estrela.Com uma vestimenta leve e avermelhada , acor da paixão.Pois era isso que eu era agora.A mulher que passava desejo , paixão.Eu era a luxuria em forma de mulher.Eu era Ana Paula Luxur.A mais bela e a mais desejada.

Fim

Autor(a): Karolini

sábado, 17 de dezembro de 2011

Partir



Fique comigo !
Não posso suportar .
Partirei agora .
Porém tenho que falar .
A agonia de te ver .
E não te ter .
Meu coração ,
Ficou no estado em que você deixou .
Partido eternamente .
Como , eternamente .
Ficarei sem você .
Teu abraço .
Teu cheiro .
Teu beijo .
Que tanto desejei .
E você nuca me concedeu .
Não chores !
Pois não esperava que tu o fizesses .
Agora , simplesmente , 
Eu vou .
Me libertar .
E o descanso eterno 
Alcançar .


Autor(a): Karolini

Pesadelo



Encontro-me perdida .
Um pesadelo sem fim .
Que tomou conta de mim .
O medo constante 
Em meu ser .
A angustia .
A dor .
O grito .
A respiração entrecortada .
A correia constante .
Quero acordar !
Não consigo .
Ele está tão perto 
Que posso senti-lo em minhas veias .
Cara a cara com ele .
Não posso suportar .
Caio .
Choro .
Ele ajoelha .
Retira o capuz .
O ser mais lindo que já vi .
Meu doce amado voltou .
Me tirando dali .
Autor(a): Karolini

Escuridão



É o fim !
Não temas .
Te acharei 
Na profunda escuridão do teu ser .
Quando menos esperar .
Estarei te levando .
Quando acordares 
Não acordará de verdade .
Em sono profundo 
Permanecerás .
O teu pesadelo , estarás apensa começando .
E eu serei sua eterna companheira .
Autor(a): Karolini

Descanse !



Na névoa da noite
Te encontrarei .
Na escuridão da noite
Te procurarei .
Em um dia sem fim 
Irei atrás de ti .
Quando a morte chegar
Serei a alma que te levará
Daqui para o outro lado
Sou eu quem irá te carregar .
Para o descanso eterno ,
Eu te levarei 
Sempre !


Autor(a): Karolini

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Melancolia



Tudo continua sombriamente igual . 
A cidade dorme seu sono letárgico . 
A chuva cala a duvidosa luz da lua . 
O vento uiva ,
Melancólico ,
Como um grito agudo e invade a penumbra e domina os murmúrios.
No silêncio da noite , resta apenas o temor e o terror , 
Como a palidez do céu após uma tempestade .
Tudo é vazio .
Nada além de um imenso tédio , uma solidão terrível .
Nem paixões , nem desejos!
Apenas desespero!


Obs .: Poema feito por um amigo (Ele me pediu para não colocar seu nome) . 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Condenado a eternidade



Fui condenado a viver na eternidade
Fui maltratado vendo quem eu amava morrer
Perambulando em uma estrada escura
Tempo para tudo e para nada
Condenado a viver mesmo que eu resolva me matar
Não sou um vampiro,
sou um anjo caído
que foi condenado a vagar
Em um universo assustador
Sem um amor.
Escondido no escuro para que ninguém possa me ver
para que eu não possa amar de novo.
E assim parar de sofrer

Paixão Delirante

A delirante paixão que posso demonstrar a você, é quando eu estou aqui ao seu lado e sinto vontade de te abraçar, é quando escrevo meus versos simples e singelos para poder falar de modo bonito que amo você.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Morrer


Trancada em uma caixa .
Perdida em meu mundo .
Só me sufocando mais e mais .
Estou morrendo mais .

Em um quarto escuro .
Em um cubo negro .
Vou me perdendo na solidão .
Vou me escondendo na escuridão .

Estou perdendo a noção .
Já não posso viver em vão .
É a grande a tentação
De morrer de dor .

Meus grandes delírios .
Minhas enormes dores .
Meu incrível tormento .
E meus grandes sofrimentos .

Vão morrer em mim !

Autor(a): Karolini

Poema


Minhas lágrimas ,
São sangue .
Minha dor ,
É o vazio .
Meu medo ,
É a perda .
Meus sonhos ,
São um mistério .
E eu sou ,
Seu pesadelo .


Autor(a): Karolini

Nunca mais


O dia hoje está frio . A noite hoje está fria . Esperava que você viesse e esquentasse meu sangue , meu corpo .Porém , percebi tarde demais , que você não voltaria . Nunca mais .
Agora eu vivo sempre sozinha , solitária . Já não ando mais pelas ruas , agora sou , simplesmente , uma alma vagante . Sem vida , sem emoção e sem sentimento , foi assim que fiquei .
O momento em que você se foi , foi o mesmo momento em que minha vida , também , se foi . E agora , deitada aqui , nesta cama , percebo , penso e reflito a respeito dos dias , de todos os dias , todas as noites , em que você veio . O seu corpo quente à abraçar minha pele fria . Seus lábios quentes sobre os meus lábios frios .
A lágrima cai , e com ela mais uma e mais uma e mais uma e assim eu choro . Inconsolavelmente , eu choro . Incontrolavelmente , eu choro . Como eu queria ter ido com você . 
Aquele dia , aquele acidente . Incontroláveis vezes se repetiram em minha cabeça , minha mente . Eu lembro de nossa briga , eu saindo do carro com raiva , correndo até o acostamento e você vindo atrás de mim . E depois , minha vida foi tirada de mim . Assim eu fiquei . Maldito destino !Que tirou você de mim .
E mais uma noite de angustia se vai , simplesmente , para outra começar . E é assim que minhas noites vão e vem .
Sempre adormeço , para de novo acordar , Sabendo que você , nunca mais vai voltar .

Fim 


Autor(a): Karolini

Dono da Noite


Sem emoção
E sentimento.
Andando pela noite
À luz do luar.
Vestindo negro ,
Escuridão .
É aquele homem pálido
E encantador .
É o sedutor .
De muitos amores ,
De poucos amigos .
Sozinho , solitário ,
Sem ninguém ao seu lado .
É assim que ele vaga pela noite.
É assim que ele vive.
E de que podemos chamá-lo ?
Só uma palavra pode defini-lo .
Vampiro .
É seu nome ,
E sobrenome .

Autor(a): Karolini

Momento


Na imensidão do escuro
Foi o mais perto que cheguei de você .
Foi assim que a escuridão se aproximou .
Foi assim que o fim chegou .

O momento em que te encontrei.
O momento em que te olhei .
O momento em que congelei .
O momento em que te beijei .

O beijo da eternidade
O mais profundo beijo da morte .
Foi o exato momento em que tudo acabou .
Foi o exato momento em que a morte chegou .

Autor(a): Karolini

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

o Fim



Noite escura ,
Vazia
E fria .
Os corvos cantam a chegada da morte .
As corujas murmuram a chegada da morte .
O meu sangue esfria ,
Congela .
Meu fim está chegando .
O momento de adormecer está perto .
Agora , eu fui ,
Para nunca mais voltar .

Autor(a): Karolini

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Tormento



Quem me tirará deste tormento.
Minha alma já não suporta mais.
Não há salvação para minha pessoa.
Estou perdida na escuridão ,
Na solidão.
Já não há razão ,
Para viver em vão.
Quero descansar
Mas não tenho ninguém ,
A quem possa confiar ,
Minha alma atormentada.

Autor(a): Karolini

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Damas da Noite



- AAHH !
Foi o grito estridente que pude soltar , enquanto sentia uma dor quase alucinante !
Sou Carla , 23 anos . Estava voltando da faculdade , era mais ou menos umas 10hs , dentro do meu carro eu escutava Ozzy Osbourne . Queria muito chegar em casa , havia tido um dia cheio e estava cansada . Mas não tão cansada a ponto de dormir no volante ou de começar a ter alucinações .
Porém era isso o que eu pensava antes das coisas saírem de controle naquela noite . Enquanto eu corria pela auto-estrada , estava um pouco acima da velocidade permitida , os faróis do meu carro avistaram algo ou alguém andando lentamente até a frente do carro .Bruscamente , pisei no freio . Em uma piscada seja lé o que estava ali , à alguns segundos , já não estava mais . Tirei o sinto de segurança , abri a porta , e sai do carro . Bati a porta e fui andando lentamente até a porta do carro .
Enquanto eu fazia esse percurso , pude notar que eu tremia , não sei por medo ou por frio , estava apavorada . Quando cheguei la na frente , só havia eu ali . Uma sensação estranha passou por mim , e eu quis sair dali o mais rápido possível . Então fui correndo até a porta do motorista . Queria abrir a porta , mas não conseguia , alguma força , sobrenatural , ou sei lá , havia trancado-á .
Agora eu tremia , não só por medo , mas também por frio , não havia percebido até aquele momento , quanto ventava ali fora . Eu trancada do lado de fora do carro , com uma blusa regata preta , uma calça jeans rasgada nos joelhos e meu all-star surrado . Forcei a porta algumas vezes até percebe que , havia alguém atrás de mim .
O pavor tomou conta do meu corpo , mal conseguia me mexer . Me virei lentamente e , pude ver na escuridão , do outro lado da pista . Havia uma pessoa , não uma pessoa qualquer . Uma mulher , a mulher mais linda que eu já havia visto .
Enquanto ela vinha ao meu encontro . Pude notar que ela era pálida , seu cabelo longo ondulado e de um branco acinzentado , dançava em torno de seus ombros , ela usava um sobretudo negro , que se destacava em relação a sua pele branca , um corpete vermelho vinho , uma calça jeans clara meio desbotada , bem justa , realçando suas pernas e uma bota negra de bico fino , e que chegava até os joelhos .
Quando ela se aproximou de mim , fez grudar minhas costas no carro . E fiquei ali parada sem me mexer , entre ela e o carro . Parecia que meu corpo começava a esquentar .
Ela me observava com muito cuidado . Após algum tempo , consegui encontrar forças para erguer minha cabeça e ver que seus olhos chegavam a ser de um azul tão claro que , eram quase transparentes . Mas eles eram lindos e tinham um brilho espectral .
Eu queria beija-lá , não era como quando eu havia ficado com outras meninas ou meninos , era diferente , de uma forma bem estranha , esse desejo me veio a cabeça . E como se ela tivesse lido ou escutado o que eu havia pensado , ela levantou seu braços , os colocou uma de cada lado da minha cabeça , abaixou , e quando nossos lábios estavam bem próximos , ela deu um sorriso e , com esse sorriso me beijou .
Ela me beijava com uma grande desejo , um desejo quase sobrenatural . Podia até , sentir um fogo , uma eletricidade passando do meu corpo , para o corpo dela .Ela parou , acho que para tomar fôlego , eu também precisava , estava até arquejante . Ela me ergueu pela cintura , e a envolvi com minhas pernas , passei meus braços envolta de seu pescoço . Já não tinha mais medo , era apenas desejo .
Ela voltou a me beijar . Mas agora ela desceu até o meu pescoço . Nesse momento senti uma dor . Gritei :
- AAHH !
Depois de um tempo era bom . Eu pressionava masi contra meu corpo . Já não lembrava de mais nada , eu queria sumir , esse era meu desejo agora . E eu fui , fui sumindo aos poucos , perdendo a consciência do que acontecia . Eu desmaiei , ou dormi , ou morri .

* * *

Eu respirei fundo , estava me sentindo tão bem . 
Comecei a abrir meus olhos e vi que , as luzes do quarto estavam acesas . Isso me incomodou um pouco , mas depois de uns segundos me acostumei . Esticando-me , enquanto me virava para olhar o teto , notei que a cama era enorme e macia . 
A coberta era de um branco reluzente com uns bordados dourados . Comecei a sentar lentamente , vi que minhas roupas eram diferentes , eu agora vestia uma camisola de seda preta e meus cabelos estavam soltos , caindo em torno dos meus ombros . 
Comecei a me levantar e fui andar pelo quarto . O quarto era enorme , e logo vi que era um quarto de casal . A cama ficava no centro de uma parede , onde de cada lado havia um criado mudo com um abajur cada . Fui andando até a parede do lado esquerdo e vi duas portas de vidro bem grande , as cortinas escuras estavam abertas . Era noite . Abri uma , das duas portas que havia , e pude sentir uma leve brisa em torno de mim. Não senti frio nenhum . Havia uma sacada interligada , com cada porta de vidro e percebi que estava em uma grande mansão , cercada por uma floresta . Fechei a porta e voltei para o quarto . Na parede do fundo , havia um grande guarda-roupa , havia uma porta que , creio eu , dava para o interior da casa .
Enquanto voltava para cama , alguém começou a andar pelo corredor e parou bem na frente da porta do quarto onde eu estava . Comecei a atravessar o quarto , até chegar na cama . Parei , bem perto da cama , porque senti uma presença familiar , mas já não era mais assustadora :
- Ah ! Você acordou - falou a mulher .
A voz dela era doce , aveludada .
- Não me apresentei , antes - ela estava cuidadosa , com cada palavra - Me chamo , Katharinna . E você ?
Demorei algum tempo para conseguir me virar e encara-lá . Mas o fiz , e desde o momento em que ela entrou no quarto , eu sabia quem era :
- Sou , Carla .
Era ela , e eu estava em seu quarto .
- Vejo que , você já conheceu o quarto , né ? - perguntou Katharinna .
Mas eu queria respostas da parte dela :
- Por que - minha voz falhou - estou aqui ?
- Tive que te trazer . Depois do que houve - ela estava se aproximando lentamente .
- Não , não se aproxime mais !
Ela parou , e começou a me observar com cautela :
- O que eu estou fazendo aqui ?
- Você , desmaiou . Mas , sinceramente , achei que você iria morrer - ela riu sem humor .
Com isso eu cambaleei , e me sentei na cama . Num piscar de olhos ela já estava ao meu lado .
- Carla , você não parece nada bem .
- Como . .. - comecei a gaguejar - você veio parar aqui , tão rápido ?
- Carla , temos que conversar - falou ela cautelosa - Há dois dias atrás . ..
- Dois dias atrás ? Como assim ?
- Bem . .. - ela começou a olhar , fixamente , o chão . - Você está desacordada desde . . aquela noite . Já havia perdido as esperanças . ..
- Você está me assustando !- tentei encontrar as palavras certas - O que você fez comigo ?
Novamente , começou a olhar , fixamente o chão . Acho que ela estava encontrando uma maneira de de me dizer o que estava acontecendo :
- Eu venho vigiando você a quase uns dois meses . ..
- Mas como . .. - minhas palavras ficaram no ar .
- Deixa eu falar tudo , depois você diz o que quiser .
Fiz que sim com a cabeça e , ela continuou :
- Como disse antes . Eu já te vigiava , há mais de um mês . .. - ela respirou fundo - Porque eu precisava de você , tinha que me aproximar , te conhecer , tudo isso porque eu já te amava . Mas não conseguia me aproximar , você vivia rodeada de pessoas e , estava sempre com o seu namorado . Isso dificultava as coisas - ela fez uma pausa - Então encontrei uma brecha para me aproximar de você . E o fiz , naquela noite . E não arrependo . Mas - outra pausa - não podia te deixar como humana , era perigoso e , não podia arriscar .
Ela fez uma pausa tão longa que , achei que não fosse continuar .
- Eu te transformei em uma . .. vampira !
Eu não acreditava nela , queria sair de perto dela . Era maluca , doida e louca . Queria sair dali , o mais rápido possível . Comecei a me afastar .
Mas ela segurou meu puço , parecia que não ia soltar . Porém , num rápido movimento , não sei como fiz e de onde arranjei força , consegui joga-lá na cama , subir em cima dela e segurar seus braços , um de cada lado da cabeça dela . E depois , comecei a rosnar , mostrar meus dentes para ela :
- Agora você , acredita em mim ? - perguntou , Katharinna .
Eu estava apavorada , deslumbrada , indecisa , angustiada . E todo mais que eu poderia sentir . Mas eu queria me afastar dela . E o fiz , em um salto , parei bem distante da cama :
- Saia ! - eu disse - Preciso ficar sozinha !
- O.K. ! Estaremos te esperando lá em baixo - e olhando para meu rosto incrédulo - Não achou que seriamos as únicas nessa mansão , achou ?
Ela foi andando até a porta , deu mais uma olhada , e saiu .
Minha cabeça girava . Informação demais para uma única noite . Fui meio cambaleante para cama , e comecei a me rastejar até o travesseiro . Peguei a coberta e , me cobri até a cabeça .
Era um sonho , muito real e estranho , mas tinha que ser um sonho . Depois de me beliscar , mais vezes do que posso me lembrar , senti uma sede inacreditável e insaciável .
Nesse momento , alguém estava batendo na porta :
- Olá ! - era uma mulher - Espero que esteja com sede .
De súbito eu tirei a coberta da minha cabeça e me sentei na cama . Essa mulher , assim como Katharinna , era linda . Cabelos ruivos cachiados , pele branca , os olhos tinham uma tonalidade vinho , mas só realçavam sua beleza . Ela usava um vestido justo acima do joelho , com uma bota preta .
Veio andando até o criado mudo da cama , onde eu estava . Ela tinha uma bandeja e , acima da bandeja , havia uma jarra transparente e uma taça .
Nessa jarra tinha um líquido bem vermelho e , de um cheiro muito bom :
Colocou a jarra em cima do móvel , pegou a taça e colocou um pouco desse líquido e , me serviu . Enquanto eu bebia , ela começou a falar :
- Bem , sou Victória , e você .. . é Carla , correto ?
Afirmei com cabeça . Em menos de segundos eu havia terminado de beber o líquido da minha taça . Ela notou e , perguntou :
- Quer mais ?
- Por favor - estava quase sussurrando .
Enquanto enchia minha taça , ela continuou a falar . A voz dela era doce e aveludada , mas ela era muito brincalhona e alegre , ao contrário de Katharinna que , aparentava ser mais séria . Algumas vezes pude rir com ela , outras eu ficava só escutando , que era maioria das vezes . E quando percebi , já havia me familiarizado com ela , e também , percebi que , havia bebido tudo da jarra .
- Nossa , nem vi , você bebeu todo sangue que te trouxe ! - falou Victória .
Levei um xoque , ao perceber o que era . Deixei a taça cair da minha mão , na coberta . E encolhi minha pernas até , a altura do queixo e , as abracei .
- Oh! - ela começou a me consolar - Não fique assim , todas nós passamos por isso . É difícil aceitar no começo , mas depois , compreendemos que é a mais pura verdade . - ela fez uma pausa - E . .. Katharinna está tão feliz de ter te encontrado , ela não para de falar de você . De como você ficou linda etc . - pausa - Sabe você fez com que ela voltasse a viver .
Ela começou a sair , mas fui mais rápida e, perguntei :
- Katharinna , está lá embaixo ?
Deu leve sorriso e respondeu :
- Paciente e calma , sempre te esperando .
E com isso ela foi embora .
Bem , demorei alguns segundos para organizar minha ideias , mas a resposta era clara : "Eu ia descer e falar com ela"
Sai da cama e , fui até o guarda-roupa , era maior por dentro do que por fora . Peguei uma calça clara rasgada nos joelhos , um corpete verde , bem escuro , uma jaqueta de couro preta e uma bota de cano curto e de salto . Depois de pronta , fui até o espelho que ficava na porta , na parte de dentro , do guarda-roupa e , me olhei pela primeira vez . Pode-se dizer que fiquei abismada com o que vi .
Eu estava linda , pálida , meus olhos eram de um verde água e meu cabelo longo negro e liso , estava sedoso e brilhoso . Eu estava bem até demais .
Após um minuto mais ou menos , eu resolvi sair do quarto . Comecei a andar pelo corredor claro . Observando que as paredes eram de um tom salmom , bem claro , havia algumas mesas com vasos de flores . Alguns quadros e espelhos nas paredes . E várias portas , que deviam dar pera outros quartos e , que no momento , não me interessavam descobrir . A única coisa que eu queria no momento era , Katharinna .
Andei mais rápido e , logo cheguei ao fim do corredor . O centro da casa era enorme . Estava ocupada com alguns sofás e mesas com cadeiras . Havia uma escada central , muito grande , lá na frente da escada pude ver uma lareira , com alguns objetos em cima .
Havia um grande murmúrio lá embaixo . E todo esse falatório era só de mulheres , tinha pelo menos umas trinta mulheres lá embaixo , andando de um lado para o outro , conversando e rindo . E eram só mulheres , de todos os tipos , negras , brancas , pardas e morenas .
E de súbito , todo aquele falatório parou , e Katharinna já estava lá em baixo , olhando para mim , aos pés da escada . Comecei a descer devagar , me aproximando mais e mais , até ficar bem próximo dela .
E quando estava no último degrau , eu parei . Olhava , fixamente , cada detalhe do seu rosto , já o envolvendo com minhas mãos . E a beijei . Ela me apertou contra seu corpo e retribuiu o beijo .
Depois , escutou-se gritos de felicidade , vindos de toda parte . Ela parou de me beijar e , me abraçou . Victória foi para onde estávamos e, gritou para o grupo de mulheres :
- Está na hora de comemorar a chagada de mais uma irmã ! - ouve uma pausa - Caçar ! Vamos caçar , irmãs ! - e todas gritaram de alegria .
Começaram a andar até a porta de entrada da casa . Victória , vendo que Katharinna e eu não nos mexemos , falou :
- Você duas , também podem ir !
Katarinna fez uma careta e , sussurrou no meu ouvido :
- Teremos uma eternidade , para ficarmos a sós !
Isso me deixou feliz . Saímos e fomos nos juntar ao grupo , lá fora .
Fora da casa era possível ter uma visão ampla de quantas mulheres , mais ou menos , viviam ali . E com certeza ultrapassava os trinta . O mais incrível foi , quando todas ao mesmo tempo , se transformaram em morcegos . Katharinna olhou para meu rosto , deslumbrado com o acontecido e , perguntou ?
- Pronta ?
- Sempre !
E logo , eu e Katharinna , nos juntamos ao grupo de morcegos e , saímos noite afora , em busca de nosso alimento favorito . Sangue de homens .

Fim 


Autor(a): Karolini

sábado, 8 de outubro de 2011

Ilusão

Mãos suadas quando estou perto de você, palpitações em meu coração e uma doce e calorosa sensação, quando pego em sua mão sinto um frio na barriga que me leva a delírios e que me faz perde a noção, seu beijo é como um pedaço do céu e ao mesmo tempo um pedaço de ilusão, então percebo que isso nada mais é que uma simples e momentânea paixão.

David Der

Pensamentos ao relento 1

Solos de guitarras a me espirar e você em meus pensamentos para que meu sentimento em palavras possa demonstrar.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Quebrado



Meu coração foi quebrado em tantos pedaços 
Que mau posso reconstitui-lo 
Estou tão perto do precipício
Que não consigo olhar pra trás 
Só olho pra baixo
O medo de cair me deixa frágil
Sem respirar 
Sem falar
Mas a vontade de voar é grande
Meu medo se foi
E agora eu também fui
Para nunca mais voltar
No meio do precipício sem fim
Meu coração quebrou eternamente 


Autor(a): Karolini

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Demostração

A delirante paixão que posso demonstrar a você, é quando eu estou aqui ao seu lado e sinto vontade de te abraçar, é quando escrevo meus versos simples e singelos para poder falar de modo bonito que amo você.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

ser perfeito q  enche-me de luz me transforma em um sonhador me tira do horror e me leva ao esplendor, faz meu coração mais rápido palpitar quase saindo para eu poder a ti entregar

sábado, 6 de agosto de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Demonio do Amor ou cupido o destruidor



Do que adiantas ser atingido
Pela a frecha do cupido,
Se o amr for sofrido
foi culpa do cupido,
q a flecha atirou
por erro em você pegou,
mais por quem você se apaixonou
Ele não atirou.
Então ai começou o amr junto com a dor
cupido maldito q meu coração despedaçou

Por; David Der

terça-feira, 12 de julho de 2011

Lamento

Posso escutar a todos
Mas mal posso me ouvir
Minhas palvras
Meus gritos
Minha voz
Agora estão trancados 
Em minha garganta
Dolorida
Com o choro
Segurado em mim


Autor(a): Karolini

Frase Noturna




" Me encontro 
tão distante de mim 
Que mal posso 
me ouvir
Fui parar 
em lugar nenhum
Com as minhas
doces lamentações"


Autor(a): Karolini

Pensamento noturno

"As tristezas serão mais fortes , quando o coração for mais fraco"


Autor(a): Karolini

Clamor




Oh ! Doce Senhora da Lua
Guarde esta alma aqui presente
Para que o bem que ela me faz
Possa fazer para outras tantas almas vagantes como eu
Que em busca de um caminho em um lugar escuro
Acharam um feixe brilhante
Do qual a paz pode ser restaurada
Dentro desse grande coração gelado e desamparado
Trazendo felicidades
Em meus multiplos dias vividos
Então Senhora da Lua
Clamo a ti
Que guarde esta alma aqui presente . 


Autor(a): Karolini

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Demônios


Meus demônios
Agora saem
Para o mundo , torturar
Não posso mais aguenta-los em mim
Minha alma já não aguenta mais
O sofrimento é torturante
Mus demônios
Agora saem
Para a tristeza liberar
Para a dor não cessar
Para tudo continuar
Mesmo sem eles em mim
Sofro como se estivessem perto
O suficiente para minha alma chorar
Meus demônios
Agora saem

Autor(a): Karolini

Anjo





Nos sonhos mais distantes
Nas fantasias mais escitantes
Nos desejos mais alucinantes
Me perco em ti
Tu agora és
meu futuro ,
Meu presente
E meu passado
És tudo o que preciso
E desejo
És meu anjo
E ao meu lado eternamente viverás

Autor(a): Karolini

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Senhora da Lua

Oh ! Senhora da Lua
Clamo por teu perdão
Chamo-te
Quando tudo não mais suportar
Preciso de tua força
Para sobreviver agora
Pois força não tenho mais
Oh ! Senhora da Lua
Clamo por ti
Minha rainha


Autor(a): Karolini

Partir


Vais e parta 
Para onde quer que seja
Vais e parta
Para onde teu coração for
Vais e parta
Para a terra
Vais e parta
Para nunca mais voltar
Vais e parta
Para tudo o que te chama .


Autor(a): Karolini

Ferimento


Coração quebrado
Coração sangrado
Coração ferido
Coração frio
Coração gelado
Ferimento do qual ,
já não tem cura
Entre o qual ,
só restou o vazio .


Autor(a): Karolini

sábado, 4 de junho de 2011

Angustia

Cresce dentro de mim 
Sentimento que me faz mal
Pressentimento que mal reonheço
O que vai acontecer ?
Dor intrigante em meu peito
Vontade de chorar sem motivo
Forma-se um soluço dentro de mim
Pois minhas lágrimas secaram
Meus olhos já vermelhos ardem
Esse sentimento se torna maior
Pois começo a perceber que
Toda esperança que eu tinha
Morreu no mesmo instante em que parti




Autor(a): Karolini

Noites

O céu hoje está tão escuro 
Que mal posso enxerga-lo
Não há sequer uma luz
E a solidão domina este momento
Me deixando tão vazia
Nem a luz da mãe lua se vê
Nem gritos , nem nada
Só o que sinto 
É o vento frio
Rondando ao meu redor
Penso assim que estou morta
E então que tudo acabou
E mais nada restou




Autor(a): Karolini

domingo, 22 de maio de 2011

No Corpúsculo dos teus olhos

 No Corpúsculo dos teus olhos
Perdi-me em um frenesi de poesia
Vi em sua Iris berrante, a mais bela sinfonia,
O piscar das pálpebras, a lágrima que caía.

 Embarquei-me em sua tristeza,
Em sua solidão, por um momento percebi o quanto estava sã.
O sintonizar de meu alento.


 Meu sangue cristalizou-se
Com a sinceridade do seu olhar.
O meu coração bombeante para de funcionar.
Meu pulmão que te respira, nada mais pode fazer.
O homem errante dos meus olhos não te faz a padecer.


 O falecimento da matéria
Apodreceu por si só.
Minha garganta fecha-se, dá-se um nó.

Nada mais percebo aqui dentro de mim.
Nada mais sobrou.
Minha cabeça gira.
Estremecesse.
Vem um torpor.

 E na ironia do meu destino
Vem o meu enfraquecer,
A morte que vem ao meu encontro,
Leva-me.
Esconde-me.
Me faz morrer.


Por: Verônica
 vida minha anjo q brilha enche-me de amr e de luz me deixa como um pecador sem pecado
liberta minha alma
 deixa meus pensamentos limpos mais puro pensamento de amr
 troca todas minhas manchas por fios de algodão
 retire minha negra fumaça que preenche meu coração
 me deixa ao seu pes e me faz clamar por perdão
rasgue de minha carne toda parte impura
 retire de min tudo que é imundo
não me deixe nesse mundo
 me retire do absurdo
 me leve para um amr delirante e sem noção


Por Francilio e Derr